5 tendências para o setor de healthtechs!

Há muitos anos a área de medicina não é comandada apenas por médicos e profissionais de saúde. A tecnologia já faz parte dos diagnósticos e tratamentos, e grande parte dessas inovações são desenvolvidas por healthtechs, startups voltadas a resolver os problemas da área da saúde.

Os principais objetivos dessas empresas são otimizar e desenvolver os serviços de saúde, transformando ações complexas e caras em algo mais acessível e possível de ser escalado. Como a pharmexx está sempre em busca de inovações, separamos, neste conteúdo, algumas tendências desse setor. Confira!

O que é o setor de healthtechs?

A área da saúde enfrenta alguns desafios que impedem que as resoluções sejam mais rápidas ou efetivas. Nesse cenário, a gestão da saúde se torna fundamental para melhorar a oferta dos serviços e trazer mais qualidade ao setor público e privado. 

Assim, as healthtechs buscam soluções para os gargalos mais comuns e inovam com respostas claras para médicos e pacientes. Elas podem atuar na área de prevenção e diagnóstico, gestão e eficiência ou tratamento. Além disso, com um mercado carente de soluções, esse é um segmento que tende a crescer exponencialmente nos próximos anos.

As principais healthtechs se desenvolvem nesses mercados: 

  • medicina preventiva, para evitar ou minimizar efeitos das doenças;
  • medicina preditiva para identificar a predisposição de algumas doenças;
  • medicina proativa, que estreita e prolonga a relação médico-paciente positivamente e de maneira suportada pela tecnologia;
  • medicina personalizada, com o uso de dados pessoais ou do segmento para personalizar tratamentos e otimizar processos de gestão.

Quais as principais tendências desse setor? 

Nos 9 primeiros meses de 2020, cerca de US$ 9,4 bilhões foram investidos em startups de eHealth só nos Estados Unidos. Os negócios de telemedicina atingiram recordes, com 103 negócios fechados e as startups da  saúde mental levantaram US$ 576 milhões. Até 2024, é esperado uma movimentação financeira de US$ 379 bilhões nesse segmento.

No mundo, atualmente, existem 42 unicórnios na área da saúde, avaliados em quase US$ 100 bilhões. É óbvio que a pandemia pressionou o crescimento de algumas áreas, como a telemedicina, mas esse movimento já estava em ampla expansão e deve alavancar ainda mais em 2021. Veja as principais tendências.

1. Inteligência artificial

Essas startups são aquelas com modelos de negócios no formato software as a service (Saas) para clientes do setor da saúde desenvolverem seus negócios através de inteligência artificial. Essas soluções inovadoras permitem realizações de exames menos invasivos e mais preditivos em seus resultados.

 Em 2013, a atriz Angelina Jolie retirou as mamas como medida preventiva, baseado em um estudo genético que previu que ela teria 87% de chances de desenvolver câncer. Essa tecnologia permite também testar doenças infecciosas por análise do DNA, identificando mais rapidamente a causa da doença e, consequentemente, o tratamento. 

2. Telemedicina

A telemedicina é o uso da tecnologia para prestar serviços clínicos de saúde para pacientes remotamente. O seu uso se dá tanto para pacientes realizarem consultas com médicos  quanto entre profissionais da saúde que podem, mais rapidamente, conversar sobre casos e dúvidas específicas. 

Com a evolução do isolamento social para o combate do COVID-19, por exemplo, muitos planos de saúde lançaram plataformas que orientavam seus clientes sobre os sintomas, como e quando prosseguir para o atendimento presencial. Além de evitar o acionamento desnecessário do sistema, isso também representa uma economia para a gestão. Mesmo após a pandemia, a tendência é que a tecnologia permaneça em um modelo híbrido de atendimento.

3. Dispositivos médicos

Outra tendência para o setor de healthtechs são os dispositivos médicos. Esses aparelhos possuem a função de auxiliar no diagnóstico, cura, tratamento ou monitoramento das doenças. Essas tecnologias que utilizam o machine learning permitem que o paciente tenha um controle melhor sobre sua saúde, dando subsídios informacionais aos médicos sobre o histórico do paciente.

4. Saúde da mulher

As startups focadas em fornecer produtos ou serviços para as mulheres também estão em alta. Esses projetos trabalham, especificamente, com ações de prevenção do câncer e outras doenças e ajudam na educação para mulheres que se tornaram mães ou querem melhorar o uso de contraceptivos. 

5. Medicina regenerativa

A medicina regenerativa também tem recebido aportes milionários, como o investimento de US$ 493 milhões na Lyell Immunopharma que desenvolve imunoterapias para câncer com base em células. Essas healthtechs desenvolvem e comercializam pesquisas com genes, células e engenharia biológica. 

Assim, podemos perceber que a tendência mundial é que o setor de healthtechs continue se desenvolvendo. Afinal, ele ajuda na redução dos custos dos tratamentos, dá mais agilidade e precisão nos diagnósticos e facilita a regulação e compliance das empresas do setor com uma gestão mais eficiente. Gostou do nosso conteúdo?  Se quiser ficar por dentro de outras novidades do setor, siga-nos no LinkedIn e Instagram