Noventa e sete por cento dos brasileiros conhecem a doença de Parkinson e 94% deles sabem que a enfermidade não tem cura, mas que existe tratamento para diminuir sua progressão e controlar os sintomas. Estes são alguns dos principais achados da pesquisa comportamental O brasileiro e o Parkinson, encomendada pela Teva Farmacêutica, com a colaboração da Associação Brasil Parkinson e realizada pelo Conecta Ibope. O levantamento ouviu homens e mulheres acima de 18 anos em todo o país, e traz revelações sobre o comportamento da população em diferentes cenários relacionados à doença.
Com relação aos sinais da doença, os brasileiros também mostraram bons conhecimentos ao indicarem as principais manifestações: tremores (92%), perda do equilíbrio (61%) e dificuldade para andar (55%). Saber quais são os sintomas de qualquer doença é o primeiro passo em busca de diagnóstico precoce e tratamento adequado. Ter uma população alerta para esse tipo de questão é fundamental para termos casos controlados e pacientes com mais qualidade de vida, explica o presidente da ABP, Samuel Grossman.
Atualmente a doença de Parkinson atinge cerca de 250 mil pessoas no Brasil e, com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, a previsão é que esse número dobre até 2040. Diante deste cenário, a doença tem despertado o interesse da população sobre os tipos de tratamento disponíveis para o Parkinson. Os dados mostram que 88% dos entrevistados entendem que a terapia deve ser multidisciplinar, combinando medicamentos com outros tratamentos, como fisioterapia ou fonoaudiologia. Ao mesmo tempo, 55% dos brasileiros esperam que os medicamentos utilizados prolonguem o período em que os sintomas não se manifestam, ampliando assim a qualidade de vida do paciente.
Realmente, o paciente precisa de atendimento multidisciplinar que inclui, além do neurologista, a participação do fonoaudiólogo, fisioterapeuta e nutricionista. Além disso, já contamos no Brasil da rasagilina um medicamento que beneficia os pacientes que apresentam flutuações motoras (o período em que a dose do medicamento vai perdendo o efeito e os sintomas voltam a serem sentidos), como comprovam diversos estudos, com o que concorda o presidente da Associação, Samuel Grossmann.
Embora um dos destaques da pesquisa seja o bom conhecimento dos brasileiros em relação ao assunto, 47% dos entrevistados acham que o Parkinson é uma doença específica da terceira idade. A maioria dos parkinsonianos é diagnosticada por volta dos 60 anos, mas em torno de 5% deles podem ter tido os primeiros sintomas antes dos 40 anos. Assim é muito importante o diagnóstico precoce para iniciar o tratamento, que ajuda a minimizar os sintomas e a retardar o avanço da doença, continua o presidente da ABP.
Estudos clínicos demonstram que a enfermidade, em nível avançado, pode restringir consideravelmente as atividades diárias do parkinsoniano. A informação também é confirmada pela pesquisa, que revela que 60% dos entrevistados reconhecem que em estágios adiantados a doença restringe totalmente a rotina do paciente, que precisa de auxilio para realizar tarefas simples do dia a dia, como andar e cuidar da higiene pessoal. Entretanto, mesmo com a enfermidade, os entrevistados consideram que ainda é possível estudar (23%), praticar esportes (21%), comer e beber sozinho (18%), trabalhar (12%) e dirigir (3%).
