O comando do grupo americano de farmácias CVS fez mudanças na direção da rede Onofre, controlada pela companhia no Brasil. Mario Ramos, responsável pelo negócio no Brasil, foi transferido para a sede nos Estados Unidos. Para seu lugar, foi promovida Elizangela Kioko, diretora comercial e de operações desde abril de 2015. Elizangela foi gerente-executiva na Hypermarcas e passa a ser a diretora-geral da Onofre no Brasil.
Segundo informações que circulam no mercado, Ramos já tinha interesse em voltar para os Estados Unidos – sua família mora lá, apesar de ele ter se mudado para São Paulo. Sua substituição estava sendo negociada nos últimos meses, depois que avançou a primeira fase da reestruturação promovida pela multinacional na operação brasileira. Mario passava 15 dias em São Paulo e outros 15 dias nos Estados Unidos há cerca de dois anos.
Além das mudanças internas, a Onofre deixou a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), de acordo com comunicado escrito pela própria matriz e encaminhado para a Abrafarma na semana passada.
Segundo apurou o Valor, a CVS buscava ter controle e proximidade maior das atividades da Abrafarma junto a órgãos de governo, seguindo trâmites e política determinada pelos americanos nas relação com governo americano. A ideia era ter uma agenda de reuniões e ações pré-determinada antes com a entidade e aprovada pela CVS, para desta forma, ter ideia mais clara de posicionamentos da associação no país.
As conversas com a Abrafarma acabaram não evoluindo muito bem. “Eles [CVS] queriam saber as demandas de cada reunião com a Anvisa [agência reguladora] ou com ministros antecipadamente, e tem coisas que não é possível definir de antemão. Também queriam saber exatamente o que seria dito em cada encontro. Além disso, há redes com posicionamentos diferentes sobre certos assuntos, não há como unificar todas as demandas. Ficou complicado atender tudo o que eles queriam”, diz uma fonte a par do assunto.
fonte: Valor Econômico
