Conheça os impactos do atendimento na era “figital” na saúde

Olá! Em primeiro lugar cabe explicar um pouco melhor o que significa esse tal de “figital”. Ok, o mais claro está no próprio termo, uma união de “físico” com “digital” seguindo o modismo dos casais famosos como “Branjolie”, ou seja, temos o ‘casamento’ dos universos físico e digital.

Outro termo, um pouco mais conhecido, é o “O2O” do inglês Online to Offline, que tem o significado do “conectado” para o desconectado”. Ambos têm o objetivo de tratar algo muito importante na evolução do mercado: estarmos conscientes que atualmente os dois universos se interligam.

Vamos dar alguns exemplos práticos que chegaram ao alcance de muitas pessoas com a pandemia: você teve necessidade de um médico e fez uma telemedicina, o médico passou um medicamento, você pesquisou o melhor preço na internet e comprou de uma farmácia que tinha delivery. 

Neste exemplo você passou no hospital e depois foi na farmácia, sem sair de casa. Não muito tempo atrás teríamos que ir fisicamente nesses lugares, por pior que fossem nossos sintomas.

E onde os universos físico e digital se cruzaram? Em vários momentos. 

Na telemedicina tanto o profissional de saúde quanto o paciente estavam fisicamente em um lugar e conectados (online) por uma ferramenta de teleconferência. 

Ao término da consulta você recebeu o arquivo da receita e baixou no seu celular ou computador, tendo então o documento mesmo quando estivesse desconectado (offline). 

Depois você volta a conectar (online) para pesquisar o medicamento, procura em uma ferramenta de pesquisa como o Google, mas gostaria de encontrar uma farmácia que entregasse rápido, pois você está com dor e quer tomar o medicamento logo. 

Neste momento lembra que na sua última visita física, em uma farmácia perto de casa, te deram um imã de geladeira (offline) e nele tinha um número de WhatsApp. Você envia a mensagem (online) e 15 minutos depois o medicamento chega e você pode escolher ler a bula física (online) ou digital (online) onde dá para aumentar a visão das letras. 

Aqui alguns podem ter percebido algo interessante. Imá de geladeira? Sim, uma forma de propaganda antiga ainda funciona em alguns casos. 

Ainda vemos distribuição de panfletos em semáforos ou entupindo nossas caixas de correio. Seriam as empresas que ainda usam esse artifício extremamente limitadas ou atrasadas? Na maioria das vezes não, pois dos 100 que receberam o folheto pelo menos para três foi útil.

Aqui cabe a melhoria que o figital proporciona. O imã da farmácia era offline, mas tinha um contato de WhatsApp, que possibilitava o online. Os folhetos se mordenizaram também. Vi um onde uma incorporadora colocou um QR Code que, ao ser escaneado, possibilitava uma visita virtual no inóvel.

Mas essa é apenas a ponta do iceberg. Que tal entrar em uma loja física onde tudo o que colocar no carrinho ser automaticamente calculado na sua conta em um aplicativo? Quem tem filhos que jogam tudo no carrinho deve ter sentido um frio na barriga. Calma, o carrinho ‘mágico’ também desconta da sua conta tudo o que você devolver para a prateleira.

Não estamos falando de algo que ainda vai acontecer, pois já aconteceu. Veia mais sobre nesta notícia da Forbes sobre como a Amazon, um varejo que nasceu digital, está se tornando um varejo também presencial:

Fonte:
https://forbes.com.br/forbes-money/2021/03/amazon-aumenta-velocidade-do-seu-rolo-compressor-de-lojas-fisicas/ .

O mesmo ocorre com redes de varejo que nasceram no mundo físico, mas crescem assustadoramente no universo digital, como Magazine Luiza e Americanas. Grandes redes de farmácia já percebem uma parte expressiva do seu faturamento com suas lojas virtuais, os e-commerce.

E vamos além, com inteligências artificiais como os robôs que conversam via chat, os chatbots, te ajudando com dúvidas sobre produtos e serviços em plena madrugada de um domingo. 

Pontos de interação nas lojas físicas onde você sabe mais sobre um tratamento de cabelo clicando em uma tela os escaneando um código. 

Simulações de maquiagens na sua pele em vídeo, usando a câmera do seu celular, no que chamamos de realidade aumentada.

Atualmente é inclusive complexo determinar um limite de até onde vai o universo real e onde começa o universo digital. Sim, estamos falando do metaverso, que ficou famoso no Brasil após esta reportagem do programa Fantástico da Rede Globo:


Nós, como consumidores, mergulhamos cada vez mais na mistura que é o figital, ao ponto de desbloquearmos a tela do celular mais de 100 vezes por dia. 

Do lado das instituições também está existe este mergulho, seja por criarem essas ações que impactam os clientes de forma conjunta em ambos os universos, seja pela facilidade que se torna cuidar da população.

Documentos como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Catão SUS Carteira de Trabalho já são 100% digitais.

É aqui que entramos em um ponto fundamental do figital e suas ações O2O: os dados. Evoluímos em legislação e proteção, mas ainda temos que melhorar a consciência da importância do uso correto dos dados.

Comprar dados de fontes desconhecidas e fazer marketing massivo sem estratégias bem definidas virou um tiro no pé. Qual a efetividade de uma marca ter milhões de seguidores em uma rede social e isso não melhorar as vendas ou aproximar realmente dos clientes?

Melhorias que apoiam equipes de vendas, como a Inteligência Preditiva, que realmente auxilia nosso time a aumentar os resultados melhorando ao mesmo tempo o relacionamento com os clientes. 

A tecnologia como ferramenta, extensão, utilizada de forma ‘orgânica’ no sentido de diminuir o esforço em tarefas repetitivas para focarmos no que realmente interessa, que é superar as expectativas dos clientes.

Tudo isso se torna possível quando nossas estratégias O2O são bem desenhadas, pensando em algo maior que uma simples venda, tomando decisões focadas nessa superação de expectativas que geram fidelização com a marca, mas isso fica de tema para o nosso próximo artigo.

Aproveite e confira nossa live sobre Shopper Centricity e foco na experiencia do shopper no varejo digital!